domingo, 19 de agosto de 2012

“Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre de dieta.
Se ele continua adorando vodka.
Se ela está fumando menos.
Se ele continua sorrindo daquele jeito lindo.
Se ela aprendeu a pensar mais com a cabeça do que com o coração.
Se ele continua levando tudo na sacanagem.
Se ela continua viciada em doce.
Se ele continua usando aquele samba-canção engraçada.
Se ela continua g
ostando tanto dele como antes mesmo
depois de tudo que aconteceu.
Se ele continua sendo tão fechado daquele jeito por medo de sofrer.
Se ela continua a ser tão romântica.
Se ele continua a ser tão bom de papo.”
— Martha Medeiros

sábado, 18 de agosto de 2012

Ghost

Será que eu poderia desistir de tudo por você?
Será que depois de todos os meninos e meninas por quem passamos, será que eu desistiria de tudo por você?
Cada passo que dou, estou machucando alguém. Pisando no coração de alguém...
Até que chega no final e eu piso no meu. Amasso ele, engulo e acabo com todo sentimento que eu tinha pelo mundo.
Não restou pureza, não restou paixão, não restou fome, não restou nada. Agora que chegou o fim, eu virei nada. Eu já tava assim há muito tempo e ainda não tinha visto.
...
Depois de todos os drinks e bares por onde passamos, será que eu desistiria de tudo por você?
...
Acordo de manhã, sem fome, sem sono, sem sede, sem vida. Saio por ai me enchendo de pessoas que acabam não ocupando espaços nenhum dentro de mim. Virei um fantasma, as pessoas vem até mim, mas, me atravessam... Eu não guardo mais ninguém aqui dentro.
Depois de tanto tempo indo e vindo, começando e terminando com tanta gente, nunca fiquei sozinha. Meu maior medo: ficar sozinha. E agora? Estou calada, tremendo.
Boto mais uma dose, acendo mais um cigarro e bola pra frente. Parei de atravessar as pessoas, porque toda vez que isso acontecia, as pessoas podiam até não ficar em mim, mas, um pedaço de mim ficava nelas... e agora, estou toda desfigurada. Cada pessoa que ficou com um pedaço de mim, ficou com um pedaço de um espelho quebrado, um vidro que corta a mão delas quando elas tentam fazer carinho pra lembrar das coisas boas. Eu era um espelho, que levou um murro e se quebrou todo pelo chão... E agora, o que fazer?
Apesar dos pesares, ando de cabeça erguida. Apesar dos pesares, ainda não tô morta, não completamente. Apesar dos pesares, ainda acredito que vou ficar bem.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Lembra?

Não quero te deixar partir. Essa dor no meu peito que mais parece a morte vai aumentar, o tempo inteiro. Todo mundo diz que vai passar, mas, não vai. Quando é pra ser, não passa de jeito nenhum. Se lembre da tarde proximo a janela escutando a nossa música, é isso que nós somos: dois em um. Não tenha medo de sofrer, sofrimento é opcional. Fique que eu faço massagem nos seus pés. Fique e eu te dou o meu dinheiro, o dinheiro da minha familia, o dinheiro que eu posso roubar do Banco Central, mas, fique. Fique, por favor. Você ainda me ama, muito. Só não estamos na melhor fase, você me ensinou que tem altos e baixos. E a maior  razão pra você ficar é a seguinte: Se lembra do dia, que você tava de joelhos, ao pé da cama e pediu a Deus um sinal de que eu era a mulher da sua vida? E eu estava na minha casa, e falei comigo mesma: Será que ele ainda tá acordado? E logo depois mandei uma mensagem dizendo que te amava? Se lembra de como você escutou a minha voz, no seu ouvido, como se eu tivesse ao seu lado, e no segundo seguinte recebeu mensagem? Você lembra disso? A gente demorou tanto tempo pra se encontrar, tanto tempo pra acreditar. A gente se perdeu tanto em outras pessoas, que pensou que não havia a pessoa que passaria a vida com a gente. Mas, cá estou eu, te fazendo lembrar que é só eu e você. Eu e você para o resto da vida. Lembra?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O melhor video do dia dos namorados




Lindo. Lembre-se: Não ter ela ao seu lado vai ser uma dor tão grande como a morte. Fique atento enquanto ainda a tem nas mãos.

Doar e doer

Ele é só malvado. Eu falo dou minha opinião mas, ele não consegue ouvir, no meio da frase já me interrompe, porque ele sempre é mais importante. Estou cansada do egoísmo, das reclamações. Tão cansada que não consigo me mover. Fico parada olhando pra ele, e esperando tudo passar. Mas, nunca passa. 
Ele me interrompe de novo, porque o seu pedido é mais importante do que eu peço agora. Eu tô pedindo pouco. Quase nada. Mas, ele não é capaz de fazer isso também. Depois de tanto tempo, eu não sei como ficamos assim. Mas, ele só é malvado. Ele sempre foi assim. E eu? Eu sou psicopata, sociopata, tenhos manias meio masoquistas e um milhão e meio de fobias, tenho medo do escuro, tenho medo de palhaços, e o pior de todos, tenho medo de amar tão profundamente a ponto de esquecer de mim.
E meu maior medo tá na minha cara. Porque eu esqueço de mim, das minhas necessidades, por ele. Porque apesar dos milhões de motivos que temos para me separar dele, a gente se segura no único motivo que faz a gente ficar. Amor. O estúpido amor que faz a gente se automutilar todo santo dia. Faz a gente querer pular do prédio mais alto. Cortar todas as veias do nosso corpo só para ter certeza que não vamos voltar a viver e ter que voltar pro inferno que é amar. 
Todo mundo diz que o amor é o sentimento mais lindo do mundo. O mais perfeito. Mas, não é. É o mais doloroso, mais irritante. Porque quando a gente tá amando, não é mais o eu, é o ele. Tudo pra ele. Toda lágrima é pra ele. Todo sorriso também. E mesmo se você tiver precisando de uma roupa nova, você vai preferir comprar o presente pra ele. Porque ele vai sorrir primeiro de um lado e depois do outro na hora que você entregar a calça super skinny dele, e você vai achar isso fofo, e não vai nem lembrar do que queria antes disso. Porque ele é o mais esquisito de todos, o mais ignorante, o mais idiota que você conseguiu encontrar, mas, na hora que você tá chorando ele te põe no colo. 
O amor é o sentimento mais feio do mundo. Porque tudo que é lindo, é falso. Quando é verdadeiro, é feio mesmo. Dói mesmo. Porque quando é verdadeiro é difícil de achar, é de difícil de suportar porque é pra ser duro assim mesmo. Só o que é falso é assim tão fácil. As coisas boas são dificeis. E é o difícil que fode com a gente. Todo santo dia.
Para as meninas que estão à procura de um amor lindo e bonito, e cheio de flores e castelos, aqui vai o meu conselho e experiência: Ele não existe. Porque já cruzei com esses lindos de morrer mas, não durou. Não permaneceu. Eu era uma menininha que acreditava nisso. Ai, encontrei com um homem, que me fez mulher, e me fez enxergar o verdadeiro significado do amor. Amor é doar e doer. Sempre.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sujo e feio

Há tempos não escrevo, acho que é porque nada de interessante aconteceu mais nada minha vida. Nada acontece mais. A vida tá passando e eu tô aqui parada, feito um poste que serve de banheiro pros cachorros. Os cachorros. Termo que serve pra muita gente que já conheci. É certo que essa minha vida calma, de amor feliz, me deixa feliz. Sem choros à meia noite porque o filho da puta tava com outra naquela festa que eu não podia ir. Sem gritos histéricos com as minhas amigas porque aquele cara que não mandava notícias há semanas  resolveu me mandar um sms dizendo que tava com saudade. Tava com saudade é o caralho. Eu sei que não tava, ele só queria me apalpar naquela hora, só queria beijar meu pescoço e ter um pouquinho mais do meu corpo. Não tenho mais paciência pra correr pelo mundo atrás de um idiota que queira me amar. Eu encontrei o  idiota. E dos piores... Posso não chorar por ele ter ido a festa que eu não podia ir, mas, ainda choro porque ele esqueceu que eu tô aqui e ficar no Facebook o tempo inteiro. Posso não ficar histérica por uma sms de um filho da puta, mas, o meu filho da puta me faz gritar horrores em nossos aniversários de namoro, quando ele me leva pra cama. Ele me faz odiar a vida que eu tinha, e ao mesmo tempo querer matá-lo e fugir pra África, onde no calor escaldante eu pudesse ser um pouco menos psicopata, ou mais psicopata. Não sei. Só sei que a vida tá parada. E também não sei o que fazer. Sem aventuras, sem faculdades, nem trabalhos. Eu desejo com toda a angústia e solidão que vive dentro de mim, parar de ter medo. É isso. Eu tenho medo das grandes mudanças. Tenho medo de escolher errado, e fuder com o que sobrou da minha vida. Eu queria ser maior que os meus medos, mas, não sou. Queria a tarde calma, mas, isso me asfixiaria. Queria uma tarde voando de asa delta, mas, isso me mataria. Tenho medo de altura. A altura das coisas que me fazem temer chegar lá em cima e ter um velho mostrando o dedo do meio pra mim e que ele vá me dar um chute pra eu me esborrachar no frio e úmido chão da humilhação. Por isso continuo aqui no chão, esperando ter coragem e força, e uma bomba de oxigênio que me mantenha viva até o topo. Agora, tô ansiosa e procurando pelo cigarro. Procurando uma forma de fugir do mundo solitário e dolorido.
(O telefone toca)
Uma amiga liga pra mim, procurando por conforto. Fico sem ar, não sei como ajudar as pessoas sem ficar com o peso da dor delas no meu peito.
O namorado filho da puta dela deu beijos em outra menina. Ficou sem reação. Sinto a dor chegando. Meu peito fica dilacerado. Eu sei a dor disso, passei por isso, e tento me recuperar até hoje.
Tentei dar o conforto. E fiz o máximo. Desligo o telefone, e meu peito dói como se a dor fosse minha.
Acendo outro cigarro. Penso na vida.
Minha vida é parada, é quase sem vida. Sou sem destino e sem expectativas.
Mas, de vez em quando, faço valer a pena estar aqui. Minhas experiências às vezes não servem pra mim, mas, do pouco que vivi, posso aconselhar outras pessoas.
O mundo tá feio e sujo, mas, o sol tá a pino, e o calor esquenta nossa alma e isso já nos ajuda a seguir em frente.

Jessica Torres

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vida


E voltar a escrever agora não é nada fácil. Aconteceu tanta coisa nesse meio tempo que parei de atualizar o blog. Fiz amigos, desfiz alguns. Terminei o namoro, voltei. Fui traída, perdoei. O mundo muda tanto.
Em menos de um segundo você se vê sem chão, e já tá lá de novo, chorando, se segurando, tentando não se desmontar. E depois de um dia, você já tá lá de novo, alegre, saltitante, mandando sorrisos pro ar. É esquisito como essa vida evolui. Há dois anos atrás eu era tão imatura, e tão sem sal. Mudei o cabelo para mais curto, comecei um namoro que agora, hoje, vai muito bem, terminei o ensino médio. E agora? Trabalho, faculdade. E depois? Sair de casa. Meu Deus, essa mudanças deixam a gente totalmente sem rumo. Mas, depois de tudo que aconteceu eu sei que a única que coisa de certeza mesmo que eu tenho hoje, é que tem uma pessoa que eu quero que segure a minha mão a cada passo que eu vá ter que dá nessa minha vida. A única pessoa que eu amo. É você, meu bem.


Dedicado à Gleilson Moura Ramos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tô entrando numa nova onda ai. ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS!
Então, quem precisar me contatem por aqui, ou por e-mail.
Não se preocupe sua festa será magnífica!
beijos, Jessica Torres.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O mundo de Clarice por JESSICA TORRES

1º capítulo - Como tudo começou


"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatismo. E o amor, ao invés de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam."

Clarice Lispector

Ela fecha o livro, e respira fundo. "Não, não, o mundo não me agrada." Acaba repetindo aquilo como um mantra. No seu quarto decorados com fotos cheias de sorrisos e falsas felicidades, ela se sente bem. Bem melhor do que do outro lado da porta.

Passa a mão pela capa do livro, olha o escrito:

A DESCOBERTA DO MUNDO de CLARICE LISPECTOR

- Descobrir o mundo não é uma tarefa que é muito desejada por mim, e ao que me parece nem muito por você, né Clarice? - fala sozinha, olhando a capa do livro.

Alguém bate na porta, apesar de todos os avisos nela pra se manter longe.

- Vamos, Clarice! Vai se atrasar pro médico. - sua mãe, Rebecca, grita.

- Já vou! - ela responde.

Ainda de camisola de dormir, tira suas roupas e procura algo bem confortável. Acha seu jeans surrado e sua camiseta preta, calça sua bota e pronto. Desce a escada e se depara com o que para muitos de fora é uma família feliz. Na verdade, nem tanto.

Seu pai, Flávio, há tempos que se separar, tem até outra mulher, a Carol; mas, para manter as aparências e não traumatizar seus filhos que ainda sua mulher. A Rebecca, por sua vez, sabe de tudo, mas, prefere gastar dinheiro no cartão de crédito dele, do que se divorciar e ganhar uma mesadinha.

- E aí pai? Vamos? - Clarice apressa, para não ficar perto dos dois por muito tempo.

Flávio dá um beijo em Rebecca, e Clarice fica a se perguntar o porque que eles continuam com essa farsa. Afinal, se é por medo de traumatizar os filhos, com isso não tem que se preocupar. Os dois já estão no psicológo.

Clarice desce do carro, em frente do consultório, sem olhar pra trás pra se despedir de seu pai. Aqueles corredores da entrada já são conhecidos, brancos, longos, e frustrantes. Ela se impressiona de como tratam pessoas em um local tão deprimente. Ao chegar na sala do Doutor Mauricio, ele já está a sua espera.

Ela se senta no divã, como toda semana, e ele faz sempre as mesmas perguntas. Como você está sentindo hoje? Alguma novidade? Ela acha aquilo completamente desnecessário. O que ela for falar pra ele, poderia falar a sua amiga, melhor dizendo, melhor amiga Jane. Mas, ela pensa melhor e vê que nem tudo que ela conta ali poderia contar pra ela. Depois de relutar, ela começa seu monólogo semanal.

- Bom, desde semana passada que me tranco no quarto, o senhor sabe, é mais fácil conviver com as coisas se você não se obriga a ficar o tempo inteira com ela. Então, eu chego em casa do colégio, pego meu almoço e subo pro meu quarto. Assisto Tv, durmo um pouco, e aí mergulho no mundo onde eu queria viver. O mundo dos livros. Esse sim é um mundo que me agrada... Já sei, já sei doutor, antes que você abra a boca pra dizer algo, eu já sei o que o senhor vai dizer. Que me esconder em um mundo de fantasia não vai fazer com que deixe de existir os problemas que existem em mundo real. Mas, ameniza a dor sabe? Eu tenho 16 anos, tive um namorada na segunda série, e nunca mais gostei de ninguém. Meus pais fingem que estão felizes juntos, eu tenho uma única amiga e a minha vida se resume a viajar em um mundo imaginário perfeito. Você acha realmente que não dói? Sabe o que mais me irrita? Que eu poderia sim mudar. Que eu poderia sim, ser mais sociável, me abrir com meus pais, conhecer novas pessoas. Mas, só em pensar nisso me dá nojo. Esse mundo me dá nojo, com esse monte de gente hipócrita.

- Como você sabe se esse mundo é tão ruim assim, se você ainda não sai nem do seu quarto?

Clarice se calou imediatamente. Aquelas palavras penetraram a alma dela, e foi como um tapa. Com muita educação pediu para se retirar mais cedo, e o doutor não retrucou.

Saiu do consultório ainda pensando, em como seria sair pro mundo. Seria tão nojento assim? Perambulou pelas ruas para ver se encontrava algo que se encaixava na visão de mundo real perfeito do doutor. Encontrou um bêbado, em uma esquina qualquer, ele com um cheiro de cachaça muito forte, cambaleando e cantando um velha canção que ela mesma não conhecia. E ele parecia não ter um centavo no bolso, não parecia ter pra onde ir quando a noite chegasse, não parecia ter família, mas, ainda assim, cantava alegremente.

Clarice naquele momento se decidia.

- Está na hora de mudar isso... Eu não posso mais ser assim. Vou abrir minha boca, e vou cantar... e cantar... e cantar... Até minha garganta não aguentar mais.

Foi ai que Clarice entrou em um shopping próximo dali, ela não sabia mas depois desse dia sua vida nunca mais seria a mesma.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011



Os outros eu conheci por acaso. Você eu encontrei porque era preciso.
Guimarães Rosa

Feridas


Você nunca me doeu tanto. Me sinto como se só eu tivesse sofrendo com isso. Como se você nunca tivesse se importado na verdade, e que tudo isso tenha sido muito fácil pra você. Me sinto tão mal e você nem aí, passa por mim com seus óculos escuros, seu violão nas costas e nem olha pra trás. E eu também no olho pra trás pra ver pra onde você tá indo, só pra fingir que não me importo. Só pra ser mais como você. Mas, eu não sou. Eu me importo. Sinto muito.

sábado, 22 de outubro de 2011

tudo de bom pra vc.


Provavelmente não poderei te ver hoje, ou nos dias que se seguir. Mas, aqui vai o meus parabéns, pela pessoa que você é, pelos anos de vida que você completa hoje. Eu não vou poder te abraçar, mas, mesmo assim, lembra daquele abraço que eu já te dei, e vai ser como eu estivesse ai. Lembra do cheirinho de mingau, que eu lembro o cheiro do teu perfume daqui. As coisas mudaram muito desde o ano passado, mas, eu não deixei de te amar não, cabeludo. Eu te amo, e muito. As coisas não podem mudar por simples obstáculos que irão colocar sempre no meio da nossa amizade. Então, venho aqui pra te dizer mais uma vez: que ninguém vai me tirar do teu lado. Por mais que não estejamos fisicamente um ao lado do outro, eu sei que você ainda pode sentir o meu suporte e apoio a cada segundo do teu dia, a cada decisão que tu for tomar, eu vou tá lá. Sempre.
Vou terminar logo o texto porque senão iremos começar a chorar, e não é hora de tristeza e sim de alegrias.
Feliz aniversário, melhor amigo. Distante, mas ainda assim melhor amigo. Eu te amo. Sempre.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Escrever ou não escrever, eis a questão


Eu perdi a textura do texto. Eu perdi o gosto que ficava meus lábios quando minha boca tocava o papel escrito. Já não sei mais se me chamo escritora ou idiota que escreve besteira. Por tempos achei que escrever era um dom, mas não. Eu escrevo agora apenas pra preencher essas linhas em branco com qualquer coisa que vem na minha cabeça. Mas, afinal, eu estou escrevendo. A gente tem mesmo é que soltar os dedos e desatar a escrever, sem saber o porque. Esse deve ser o texto mais sem sentido que já escrevi na minha vida. Mas, tá ai. Esse texto pode não ter sentido algum, mas ainda sei que qualquer palavra que escreva é pra você, meu bem.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O estivador amendoado



Volto com o pescoço alongado de tanto perseguir com queixos altivos a sua beleza. Um nem aí escravo. O estivador amendoado não é seguro mesmo dentro de tanta enlouquecedora beleza. Enquanto ele se move de um canto a outro da festa, como dezoito sobremesas de chocolate para não ajoelhar no meio do evento, na frente de todos, e abrir o zíper do estivador amendoado. Sinto espasmos de ataque percorrendo meu corpo. Cada centímetro de mim quer ter boca para degustar cada centímetro do estivador amendoado. Seu braço é uma coxa minha e isso me emociona mais do que cem garotos angelicais lendo Dostoievski em puro russo. Medi com uma língua imaginária seus ombros e na metade, próximo a nuca, acabava a minha saliva. Você é homem de exaurir pessoas e suas imensas porcentagens de água. Sua existência exige do mundo melhores peles, melhores líquidos, melhores pelos. Você constrange a humanidade só de respirar. O oxigênio volta mais agradecido sempre que pode entrar e sair do seu largo e desenhado peitoral. Mas o estivador amendoado, ainda mais bonito por não saber de tamanho poder, fica frágil e sente ataques de ansiedade. E desaparece. Vai tomar ar como se o ar já não estivesse louquinho de desejo para ser tomado por ele. Acha que é doença mas é a lua que implora para vê-lo novamente. É o céu que cansado de embrulhar tanta gente feia clama por sua existência ao ar livre. É o sol que exaurido de iluminar os erros humanos precisa ser ofuscado um pouco por outro astro. Sim, nada é mais brega do que observar o estivador pensando tantos elogios de botequim. Estivador vai até a sacada, fecha os olhos, lamenta algo. Não lamente mais, eu dedicaria cada segundo da minha vida em vesti-lo, alimentá-lo e animá-lo. Sente-se nu em meu sofá e ganhe cinqüenta reais a cada vez que seus olhos amendoados piscarem. Mais cem reais a cada vez que seus cabelos amendoados caírem sobre seus cílios amendoados. Eu não sei que cor é essa "amendoada" mas sei que você é todo dessa cor que não sei direito. A cor de um dia frio com sol. A cor de uma noite com luzes quentes. Eu pagaria imposto a Deus pra ter você em minha casa, eu pagaria imposto ao diabo pra não ter você em minha casa por alguns dias só para me assustar dessa forma, depois, quando você surgisse de novo do alto da escada, perguntando se vou querer pipoca ou chocolate. Você me assusta como deve ser a alguém miserável encontrar um carro forte abandonado. Estivador amendoado, você arrancou as talas dos meus braços, sua beleza endureceu meus dedos. A ereção dos dedos que precisam te tocar então tocam as letras e formam um texto para usufruir você. Escrevo pra ver se gozo de alguma forma e volto a dormir. Você me dá ânsias em lugares que não tenho. Você sorri com sua cara séria e nunca sei se você está se divertindo ou odiando tudo. E então começo a fabricar sêmens dentro do meu coração. E então meus buracos se transformam em lanças para te furar inteiro. Fico tão fêmea que nem pareço mais com uma mulher. E então sinto dores inchadas em minhas bolas quando você parte mais uma vez, sem que eu pudesse lamber suas axilas e morder sua virilha e chupar seus dedos. Eu desejo trepar com pedaços seus que não são só feitos de orifícios, línguas e paus. Eu desejo trepar com seu nariz, colovelos, calcanhares e com os ossos salientes da sua bacia quadrada. Bacia quadrada, rosto quadrado. Você num quadro, milhões de euros, eu a pagar com gosto e sem pressa o preço mais caro do mundo. Mas em centavos, para que nunca termine a imensa oferta da sua beleza. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Vai passar



“Olhe, não fique assim não. Vai passar. Eu sei que dói, é horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Aliás, a vida é assim: A r d e, depois passa. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta as dores da vida. Pense assim: Agora está insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou, agora já são dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que há duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já está lá longe. (…) A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo para ser feliz, é impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: “É melhor viver do que ser feliz”. Porque para viver de verdade a gente tem que quebrar a cara, tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu, querer muito e não alcançar, ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável, a gente perde, leva porrada, é passado para trás, cai. Dói, eu sei como dói. Mas passa. Está vendo a felicidade ali na frente? Não, você não está vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando, você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la para trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade, eu não minto. Vai passar.”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

6:00


Seis da manhã e a saudade apertar porque não tem os teus pés aqui pra esquentar os meus. A saudade aperta porque eu tô longe de ti.. Uma quadra não é muito, mas já é o bastante para eu sentir sua falta. Então vem pra cá moço bonito, vem me fazer carinho.



"E eu acho que gosto mesmo de você, bem do jeito que você é." - Pitty

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Açaí

Eu ainda não tinha escrito pra você guri. Pois tá aqui. Não sei se você olha mais meu blog, mas, tá aqui. Eu e você era mais do que aparentávamos, a amizade era bem maior, a cumplicidade, o carinho. Nós nos dávamos muita importância. Apesar de não estarmos nos falando, eu penso se você tá bem, e fico mal. Porque eu não posso te ligar pra te perguntar. E fico pior ainda quando todas as pessoas ao meu redor podem, e eu não. Pode tudo ter sido um erro, pode ter tudo sido um engano. Mas, eu só queria aquela pessoa companheira que escutava as minhas histórias de vida, de todos os meus 16 anos de idade, e que ficou com a minha única herança... A Fresno. E eu peguei uma herança que você nem sabe... Ontem, senti saudade de conversar com você, então, já tava perto de um lanchonete pequena, e fui até lá, você nem sabe, e nem viu... mas, eu tomei açaí (risos), é eu tava tomando açaí. Eu sinto saudade de poder ter um amigo como você por perto, mas, agora... eu não posso. Um dia, quando tudo estiver bem, eu te ligo, e te chamo pra sair.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Amiga: Ele é errado pra você.
Ela: Eu sei. Ele tem umas manias ridículas de usar a meia da mesma cor da blusa, pentear o cabelo para dois lados diferentes, misturar as cores das uvas e ainda bebe leite toda manhã. Ele não abre a porta do carro, não dança nada, aliás, pisa muito no pé. Não tem letra bonita, as poesias dele são letras de músicas e sabe o que é pior? Ele não tem vergonha de sair de pijama na rua. Ele te joga no chão para te fazer morrer sem ar. Quando você cai, ele ri de você e depois cai no chão junto. Ele não é metade do que esses meninos são, não é rico, não tem pai bilionário, não come só carne branca, não é saradão, não usa essas camisas xadrez e nem fica soltando amores por aí. Ele não é meu príncipe encantado não. Não vale nada não. Aliás, ele é muito chato. Ele gosta de te irritar só pra dizer que você é estressada. Quer chamar ele de idiota? Chama. Ele é. Muito, tipo, muito idiota. Passa um dia com ele, você não suportaria o machismo e a falta de humildade dele, tirando as piadas sem graça e o jeito como ele faz você passar vergonha. E sabe o que é pior do que todos esses mil defeitos que ele tem? Que eu posso estar com o homem mais perfeito do mundo na minha frente, mas quando eu fechar os olhos eu vou lembrar do jeito que ele sorri primeiro de um canto e depois de outro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

“– Só sei que nós nos amamos muito…
– Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
– Não, eu falei no passado!
– Curioso né? É a mesma conjugação.
– Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
(…)
– E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
– Pensar assim me assusta.
– Por que? Você acha isso ruim?
– É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
– Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
(Pausa)
– Pois é, também dá no mesmo…
”

—Caio Fernando Abreu

sábado, 30 de julho de 2011


E eu me lembro de quando você era o Batman, e eu o Robin.