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sábado, 28 de agosto de 2010

Mesmo assim, me dói


E te ver ali, me doeu muito. Te ver a mais de um metro de distância me doeu. Você não viu, ela não viu, ele não viu. Ninguém percebeu, mas, hoje, de um jeito incomum, eu observei. Você e ela. E nossa, nunca doeu tanto. Eu sentada no sofá, com aquele carinha de sempre tocando pra gente. E você, recebendo 'baconzitos' na boca. E vocês brigando, brincando, como... eu não posso nem pensar nisso. Quando cheguei em casa, parei pra pensar.
Eu achei tanta singularidades em vocês, tanta igualdade, que fiquei atordoada. Estou com medo de que qualquer dia desses você também consiga ver isso, e que, continue a manter laços por pena, ou por falta de coragem, de simplesmente cortá-los, e que, por fim, acabe cortando.
E você sabe, que se cortar, vai doer demais, machucar demais, e você também sabe, mais do que qualquer outro, que eu não posso mais aguentar, eu não consigo mais aguentar.
Eu tento ao máximo não imaginar isso, tento ao máximo não ver nossas diferenças, mas, elas estão na nossa cara. Tento fechar meus olhos, esquecer meus medos. Mas, eles me procuram a noite, puxam meu lençol, me batem e mandam, que eu comece a sofrer, ali e agora, pra depois, não ter tanto sofrimento depois.
O que me dá fé, pra acreditar que nada disso vai acontecer são suas palavras. Cada eu te amo, cada 'eu estarei sempre aqui', cada palavra de conforto, cada palavra imprópria. Mas, mesmo assim, me dói. Só eu sei o quanto me dói.

jess torres

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