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quarta-feira, 14 de abril de 2010

23 minutos



pessoas sem fala, falas sem nexo, visão turva, audição cansada, e vida sem sentido. era assim. assim antes de eu enxergar você. todos os dias você estava ali, tentando me ajudar, tentando me fazer levantar, e eu simplesmente não te via. não te via, porque você não estava nos out-doors da minha mente, nem nas propagandas das minhas lembranças, você estava guardado naquela gavetinha no fundo da minha inconsciência, você era só meu amigo. um amigo perfeito, um amigo que também não me dava bola, um amigo pra me dá a mão quando estava caída ao chão. e sem perceber, pouco a pouco, você me aquecia nas noites de frio, você me alegrava nas aulas mais chatas, você me cantava canções alegres, você me vestia com roupas claras, e você me amava. me amava como a uma irmã, me amava como a uma filha, mas, me amava. e esse amor que só aumentava. de repente, eu tava numa festa, um amigo se despedindo, eu chorando por causa dele, e você lá do meu lado. você afim da minha melhor amiga, e eu já estava afim de você. você se lembra? lembra de quando eu abraçava você enquanto você consolava? aquele consolo tinha muito mais malícia do que o que você pode imaginar. você me abraçava e eu sentia o calor do teu corpo, e eu pensei mais do que nunca em você. cheguei em casa, e meu pensamento estava a uma rua de lá, na sua casa, na sua cama. depois disso, eu viajei. e você como um bom amigo, me ligava todo o tempo, o tempo todo. me dava satisfação de onde ia, com quem ia, e a que horas voltava. e você me deixou feliz, depois de tanto tempo, eu estava feliz. cheguei de viagem, e você me deu aquele colar, escrito amizade. eu não tirava ele por nada nesse mundo, porque só com ele eu me sentia segura. e quando eu sentia que vinha aquela onda de tristeza, eu o beijava, só pra sentir que você estava ali, só pra sentir mais uma vez o teu abraço. e dois dias depois, estávamos namorando. e você zerou minha vida. você zerou cada placar de desespero, cada placar de agonia, cada placar de tristeza, cada placar de ilusão. e eu só via aumentar os zeros nos números de alegria, no número de risada, no número de amor. e você me salvou. ah, ia esquecendo... você se lembra da primeira conversa ao telefone que durou mais de 5 minutos? é, eu lembro. ela durou 23 minutos. e eu nunca esqueci ela, porque foi a partir dali que você me ganhou. em 23 minutos eu senti o que nunca havia sentido. eu senti que aquilo ia durar. eu não contei pra ninguém, ninguém ia me apoiar. nossa, ela tá afim do melhor amigo. e eu tava, e estou, e sempre estarei. parabéns, seu prêmio é me aturar pelo menos pelos próximos vinte e cinco anos. e eu vou cobrar o casamento viu? eu sei, eu sei que sou louca. gostar de você por uma conversa. mas, como já disseram uma vez, e eu ponho aqui novamente. eu gosto pelo prazer de gostar. e não porque deu tempo gostar. e eu gostei você.

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