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quinta-feira, 1 de julho de 2010

por dois corpos


Eu quero que você me tome. Me beba, me prove. Me sugue, sugue minha energia, meu calor. Quero que me olhe com os olhos de quem deseja, de quem arde. Quero que chegue perto de mim e fale baixo. Fale sujo. Indecente. Inconseqüente.
Quero que você me trate com indiferença, que não se importe com o que virá depois, que não se importe com o que irão dizer, que não se importe com o que eu irei pensar. Que aja comigo como age com outras, que grite impropérios e me estapeie a face. O corpo. O dorso.
Quero que me morda, que me olhe enquanto me beija, que me beije fazendo arrancar gritos mudos. Eu quero o seu hálito ofegante no meu pescoço, quero o suor do seu corpo em mim, na minha pele, gravado, quente. Quero suas mãos me apertando. Quero o mínimo de carícia, mas não quero delicadeza. Não sou frágil, não, não sou. Eles dizem: ah, mas ela é tão pequena, é tão nova, parece tão menina, parece inocente, inteligente, mas ingênua. Não sou, não pra você. Não sou nova, muito menos inocente.

Me chame do que quiser. Grite comigo enquanto agarra meu pescoço. Gema no meu ouvido, baixo. Me beije como se nunca mais o fosse fazer. Me faça sentir as pernas bambas, trêmulas, carentes. Me faça ficar com aquele rosto de prazer, aquele rosto de quem gosta, não sente medo, quer mais. Me machuque. Me ponha de joelhos e agarre meus cabelos, me faça implorar o seu líquido. Sem dó, sem pena.
Vem pra mim. Pro meu corpo. Agora.

( Morgana - http://infamia-m.blogspot.com/2010/06/por-dois-corpos.html )

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